
Por hora é isso
fevereiro 15, 2011Tenho muitos colegas. Muitos. Alguns que considero, outros que nem sei o nome completo. São pessoas cumprimentáveis, daquelas que se balança a mão em sinal de lembrança, saudação ou despedida. Vários tem gostos semelhantes aos meus, tantos outros são completamente opostos. Fato é que são pessoas de contato freqüente ou esporádico com inúmeras conversas insossas e raros diálogos contextualizados.
Tenho poucos e raros amigos. Uns que andam brigados comigo e eu com certos outros. Amigos, diferentemente de colegas, têm brigas vagas que passam como água. Primo pela sinceridade, apenas isso. Engulo sapos e lanço um coletivo deles para serem engolidos. E revelo que meus sapos são tratados com muito esmero. Engolir sapos é ser prudente e concluir que alguns atos não podem apagar uma história. Para mim amigos não são novelas ou romances, amigos são crônicas e poemas. Humor e poesia prevalecem nesse relacionamento privilegiado. Cultura ou conhecimento é legal, mas não essencial. Vontade e disposição sobrepõem o intelecto.
Sou amigo da espécie dos pensativos e ausentes. Lembro sempre dos meus amigos. Falo sério, seriíssimo. Todavia, os encontros coincidentemente quase nunca são possíveis, me cobro muito por isso. Eles sentem que sou seu amigo sem necessidade de ratificar, expor, divulgar. Amigos são como tesouros, que em demasia geram soberba, isso não quero. Dedicação é merecida a esses tesouros como forma de gratidão.
Sobre amores e paixões tive um bocado, antecipadamente, digo: uma é preparada para nos completar sem deixar fresta ou brecha e, reciprocamente, somos também preparados. Assim penso e sinto. A minha adjuntora encontrei. Essa fase de descoberta gera um vislumbre, tive vários deles, muitos interpretei mal. Creio que a companheira certa gera poesia, mesmo que apenas na mente. Minha rainha poética saiu da mente e se derreteu em papel.
Meras opiniões para vocês, convictas para mim. Sou chato, não uma mala sem alça, mas, com certeza, uma alça bem gasta e imunda.
Por hora é isso.