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Desabafo

setembro 23, 2011

Pensando um pouco em tudo,
me deparei com o nada que sou
tento retirar de mim um sentimento
que por sua vez cresce cada dia mais.

Não entendo ás vezes o porquê
tantas coisas na vida e os olhos presos
em uma corrente invisível
mas segura.

Tento mudar o foco
mas minha vida é regada de surpresas
quem sou seu?

Quem é este eu que escreve o que senti
quem é este eu que não fala e chora?
Condenado a viver por algo tão profundo e calmo
mas que grita ao me ver despertar para outra vida.

Simplesmente desconheço,
queria mudar a história
queria deixar de ser os passos de um sentimento
não relevar.

Grades, não vejo, mas sinto
sufoca-me no peito, a dor
olhos fixos ao longe.
te vejo, te sinto
com amor.

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Ás vezes

junho 11, 2011

Ás vezes, bate saudade
Ás vezes, fico inquieto
Ás vezes, mudo de humor
Ás vezes, estimo o tempo
Ás vezes, ouço as vozes
Ás vezes, fico em silêncio
Ás vezes, falo pouco
Ás vezes, acho demais
Ás vezes, procuro de menos
Ás vezes, me inferiorizo
Ás vezes, me surpreendo
Ás vezes, me afasto
Ás vezes, reflito
Ás vezes, sou eu
Ás vezes, esqueço quem sou
Ás vezes, penso em mim
Ás vezes, sou assim
Ás vezes, sou romântico.
Ás vezes, romanticista
Ás vezes, sobram palavras
Ás vezes, faltam atitudes
Ás vezes, me refiro a mim
Ás vezes, falo só de mim
Ás vezes, penso e falo
Ás vezes, penso e … Penso.
Ás vezes, se multiplica
Ás vezes, sou demais
Ás vezes, nada
Ás vezes, sobra.
Ás vezes, falta.
Você.

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… outro lugar

fevereiro 15, 2011

- Estamos chegando? Perguntou ela com os olhos tapados. Ela estava com seu coração feito um mar agitado. Tentava imaginar onde estaria, mas logo se deixava levar pelo guiar do confiante parceiro. Suas mãos sobre soltas soavam, seus pés doíam, porém, sua alma estava de pé como um soldado em front, seu pensamento voava longe nas lembranças dos dois juntos e sozinhos. Ele apenas a acalma com palavras que mais pareciam uma brisa leve em dias de calor extremo. Foram caminhando.

Chegaram num bosque verde, em suas laterais gramíneas com flores que mais pareciam pinturas abstratas. Mas os dois nem perceberam, afinal estavam juntos como nunca ficaram. Ele estava meio nervoso e camuflou seu nervosismo em uma flor e entregou pra ela. Ela pegou aquela flor carrega de timidez, tragou o leve e espontâneo cheiro. Parecia jasmim, mas não era, era uma mistura de preocupação, realização, medo, confiança.

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Por hora é isso

fevereiro 15, 2011

Tenho muitos colegas. Muitos. Alguns que considero, outros que nem sei o nome completo. São pessoas cumprimentáveis, daquelas que se balança a mão em sinal de lembrança, saudação ou despedida. Vários tem gostos semelhantes aos meus, tantos outros são completamente opostos. Fato é que são pessoas de contato freqüente ou esporádico com inúmeras conversas insossas e raros diálogos contextualizados.
Tenho poucos e raros amigos. Uns que andam brigados comigo e eu com certos outros. Amigos, diferentemente de colegas, têm brigas vagas que passam como água. Primo pela sinceridade, apenas isso. Engulo sapos e lanço um coletivo deles para serem engolidos. E revelo que meus sapos são tratados com muito esmero. Engolir sapos é ser prudente e concluir que alguns atos não podem apagar uma história. Para mim amigos não são novelas ou romances, amigos são crônicas e poemas. Humor e poesia prevalecem nesse relacionamento privilegiado. Cultura ou conhecimento é legal, mas não essencial. Vontade e disposição sobrepõem o intelecto.
Sou amigo da espécie dos pensativos e ausentes. Lembro sempre dos meus amigos. Falo sério, seriíssimo. Todavia, os encontros coincidentemente quase nunca são possíveis, me cobro muito por isso. Eles sentem que sou seu amigo sem necessidade de ratificar, expor, divulgar. Amigos são como tesouros, que em demasia geram soberba, isso não quero. Dedicação é merecida a esses tesouros como forma de gratidão.
Sobre amores e paixões tive um bocado, antecipadamente, digo: uma é preparada para nos completar sem deixar fresta ou brecha e, reciprocamente, somos também preparados. Assim penso e sinto. A minha adjuntora encontrei. Essa fase de descoberta gera um vislumbre, tive vários deles, muitos interpretei mal. Creio que a companheira certa gera poesia, mesmo que apenas na mente. Minha rainha poética saiu da mente e se derreteu em papel.
Meras opiniões para vocês, convictas para mim. Sou chato, não uma mala sem alça, mas, com certeza, uma alça bem gasta e imunda.
Por hora é isso.

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fevereiro 12, 2011

Há sentimentos inexplicáveis
Que ocupam boa parte mim.
Da vontade de gritar, sumir sei lá
Ao mesmo tempo em que é bom é ruim.

Sou fraco,
Reconheço a fraqueza
Diante de um sentimento
Reconheço um sentimento
Diante de um sofrimento.

Tento disfarçar
Com um sorriso tento fingir a quem me vê
Mas…
Me vejo e me mostro quem realmente sou.

Estou chorando,
E para que não percebam
Eis aqui o meu sorriso
E para que não percebam
Eis aqui minhas brincadeiras

Pois se fico sério, volto a ser eu
E se sou eu mesmo, sofro
Mas sofro com um pitaco de alegria,
Pois descobri que meu sofrimento
Vem do amor.

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janeiro 19, 2011

Confesso ter tentado um dia.
Esquecer de amar quem amar queria
Confesso ter pensando em desistir
Mas não consigo, o que sinto é mais forte

Meu ser se inquieta ao fechar os olhos
Queria não mais os abrir
Para poder sair deste sofrimento
Mas os fecho, e te vejo.

Não sei o que fazer.
De onde surge uma força tão grande assim?
Às vezes penso ser uma questão de tempo
Mas o tempo passa e fica mais forte.

Me perdoe se é idiotice minha
Mas lhe prometo.
Ainda tentarei deixar isso sem vida
Mesmo sabendo, que quem está perecendo
Sou eu.

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agosto 9, 2010

Nas palavras visíveis
De um vocabulário invisível
Criada por sua vez
Para falar pelo autor.

Criada pelo próprio
Só ele sabe o que ela diz
É feita pela mente
Para expressar sentimento.

É mais que secreta
É uma linguagem feita por si
Oculta seu próprio falar
Sem deixar de dizer a verdade.

Não esconde sentimentos
Fala como não falaria
Sabendo definir
O que não definiria.

Linguagem do Poeta.

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agosto 9, 2010

Poesia meu canto
Onde expresso emoções
Tu es para min um diário
Como para o cantor as canções.

Onde expresso o que sinto
Pra você não minto
Pra você me liberto
Pois sei esta perto
Dos corações.

Não me diz o que fazer
Mas, me ensina a viver,
Sem esquecer meu romantismo

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agosto 9, 2010

Na reflexão da alma
Ao acreditar na missão de um ser
Na verdade onde se encontra a paz
Na razão do verdadeiro viver
Na vocação de amar o próximo
O semblante alegre, daquele que o faz.
A paz que ele próprio encontra em si.
E na paz que transmite aos outros
A certeza que DEUS está no meio
de nós.

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Sobre mim

agosto 9, 2010

Conversando a pouco sobre os sentidos
Me surpreendi ao por mim mesmo ser surpreendido
Com os vacilos que já causei.

Procuro as vezes respostas
Querendo sempre que sejam opostas
Aos vacilos que eu dei

Conversando a pouco sobre os sentidos
Me surpreendi, ao por mim mesmo ser surpreendido
Pelas frases que ocultei.

Procuro às vezes respostas
Querendo sempre que sejam opostas
As belas frases que não falei

Conversando a pouco sobre os sentidos
Me deparei com versos escondidos
Que em minha vida precisava recitar

Deixei passar o momento
Que agora para o meu tormento
Meu coração não deixa de cobrar.

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